quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Prática do Bem Não Justifica o Mal

É a honestidade que nos conduz a perceber o desvirtuamento da ética e não deixa nosso caminho levar-nos a antiética. Não existe realização do bem usando-se o mal. Portanto, não se justifica pregar a ética através de procedimentos e ações antiéticas. Estes procedimentos e ações nos levariam ao surgimento de novos “Robin Hood” e “Lampiões”, que segundo a história tiravam dos ricos e davam aos pobres, porém as diversas experiências vivenciadas ao longo da própria história provam que este tipo de comportamento jamais funcionou ou funcionará.

Não adianta ficar comparando nossos erros para justificarmos ações “Robinianas” ou “Lampionesca”. Querer e achar que estas ações são éticas são puras imaginações pervertidas para a prática do mal. Também dizer que os erros de nossos legisladores atuantes nas câmaras municipais, assembléias estaduais, câmara federal e senado, são absurdos e que os mesmos não são punidos, para também justificar atos “Robinianos”, são impensáveis a verdadeira cidadania. Pensando e agindo dessa maneira estaremos contribuindo para que a desobediência civil tenha oportunidade de se instalar em nossas comunidades.

Não podemos apenas parecer honestos, temos sim que parecer e sermos honestos. A revolta com corrupções, impunidades, violências, etc. não é justificativa ética ou legal para procedermos da mesma maneira. Também não podemos adotar a prática de que os fins justificam os meios, pois a honestidade não funciona com desculpas antiéticas. Nosso grande dever é sempre lembrar que não se podem atingir bons fins através de maus meios.

Buscar a justiça é o legado que mais nos aproxima da prática do bem, mas fazer justiça a qualquer preço será o legado que levará rapidamente a falência dos valores legais e morais da sociedade. O respeito à justiça, a cidadania e aos valores éticos não podem jamais serem corrompidos ou veremos instalar-se em nossos lares a total falta de liberdade democrática e em curto prazo surgiram novos holocaustos, novas inquisições, novas torres gêmeas, etc.

JODAFE

12/11/2009

terça-feira, 21 de julho de 2009

OS EUA E SEUS INCRÍVEIS HULKS

O mais poderoso país do mundo, os EUA estão, em uma verdadeira arapuca, que eles mesmos armaram e agora não conseguem desmontar. Essa grande nação acha que deve e pode se intrometer, pacificamente ou guerreando, nos múltiplos sistemas de governos existentes nos diversos cantos da terra, principalmente em países que não querem educar seus cidadãos conforme a cartilha americana. As intervenções são feitas através de critérios nem sempre objetivos e transparentes.

O governo americano é democrático, é composto pelos três poderes: executivo, legislativo e judiciário; seu sistema de governo é igual ao nosso, presidencialista, até aí tudo bem; só que os americanos, às vezes, se consideram os donos absolutos da democracia de todo o planeta e querem a qualquer custo impor suas vontades as demais nações do globo.

O grande culpados pelas últimas guerras e atentados terroristas em todo o globo é o próprio governo dos ianques, que ao longo dos anos em operações de verdadeiros “Hulks”, promovem o fomento de ações de guerra e guerrilhas, direta ou indiretamente nos diversos continentes da terra. Como exemplos mais recentes temos Osama Bin Laden e Saddam Hussein, dentre muitos outros que já foram aliados dos EUA, portanto, foram criados, treinados e alçados aos poderes pelos americanos e enquanto liam pela cartilha do Tio Sam, foram valorosos amigos do modelo americano. Porém, quando não mais queriam seguir os ensinamentos dos muitos “Bushs” da Casa Branca, foram descartados e genialmente transformados em inimigos de primeira grandeza do povo das “Américas”. Tanto que somente um deles; o saudita Osama Bin Laden, abalou e mudou o conceito de segurança americano, provando que ninguém a não ser Deus; é infalível e poderoso, como pensavam os habitantes da Casa Branca. Bin Laden provou, talvez usando táticas aprendidas quando ainda era amigo de Washington, que ninguém é imortal, somente por ser rico e poderoso e que os manipulados de antes se tornam algozes de seus manipuladores.

Na recente guerra com o Iraque, cujo objetivo principal, sabíamos que era o petróleo, mas, os homens da Casa Branca conseguiram convencer, pequena parcela de seus patrícios e do mundo, que Saddam possuía arsenal de guerra formado de armas nucleares, químicas e biológicas; capaz de destruir o planeta, e assim uma vez mais o tio Sam foi à guerra. Ganhou e ainda não levou. Pior è que o grande presidente americano ainda não conseguiu provar ao mundo, que sempre esteve contra a guerra, os motivos alegados para bombardear os iraquianos. A maioria das grandes nações dos continentes do globo foi contra a invasão, inclusive a ONU, mesmo assim Washington derrubou Bagdá, tomou o poder e agora não sabe o que fazer com a “bomba” que ganhou de presente, após gastos de bilhões de dólares e milhares de vidas inocentes.

A guerra com o Iraque ocorreu no período de 20 de março a 01 de maio de 2003, portanto, 6 anos após o fim do conflito, os EUA que não atenderam aos apelos de não invasão ao Iraque, agora clamam por ajuda Internacional para solucionar um conflito que eles iniciaram, sem o respaldo das nações, sozinhos, contra a vontade do mundo e mais uma vez querem debitar as faturas passadas, presentes e futuras para todos.

Um país que se proclama salvador do mundo, não pode e não deve dividir seus erros com os demais, principalmente quando esses demais já alertavam para o caos que viria após o final da guerra, e sequer foram ouvidos. O Brasil já está pagando sua fatura de uma conta indevida, pois Sergio Viera de Mello, um dos maiores pacifista da diplomacia mundial, veio sucumbir no Iraque, a serviço da ONU e na busca da desejada paz que os filhos e Tio Sam não conseguiram implantar novamente.

Os EUA precisam urgentemente repensarem seus critérios de guerra, paz, terrorismo, proteção ambiental e democracia. Presidentes tipos “Hulks”, “Cowboy”, “Senhores da Guerra”, etc. Estão fora de foco do interesses do planeta. Vale lembrar ainda que um dos maiores impérios do mundo, o romano, ruiu quando não avaliou que submissão escraviza o homem e o torna verdadeiro inimigo de regimes opressores. O crescimento de uma nação não lhe autoriza a decidir o destino de países, sem primeiro compartilhar com os demais, principalmente com os povos envolvidos nos conflitos, sob pena de vermos ruir novos Iraque e novos impérios romanos, colocando-se em risco a continuidade e o futuro das nações. A história prova que impérios jamais serão aceitos pelo homem, mesmo sendo eles oriundos dos reinos poderosos, dos americanos do norte. A Bíblia sagrada é prova imutável da inviabilidade dos grandes impérios, pesquisando seus 73 livros que se inicia em Gênese, Velho Testamento e encerra-se em Apocalipse, Novo Testamento, iremos encontrar o tombamento dos mais diversos impérios que sempre levaram a escravidão dos homens e Deus jamais permitirá vida longa aos que tentem escravizar sua mais perfeita criação, o ser humano.

A preocupação americana com países não aliados e considerados perigosas ameaça a paz mundial, segundo os conceitos dos EUA (Coréia do Norte, China, Irã, Iraque, etc.) é tão grande que por vezes o governo de Tio Sam se esquece dos seus conflitos internos e imensas crises econômicas financeiras infiltram em seu mercado causando profundos estragos nos lares americanos. Exemplo disto é está última crise iniciada antes da posse do presidente Obama, onde o caos se instalou em todos os seguimentos econômicos daquele país e vem respingando nas demais economias do globo. O novo presidente hoje tem uma guerra econômica em seu território, talvez quem sabe, até oriunda de tantas intervenções e guerras com outros países, esquecendo-se ou cuidando mal dos seus problemas internos que sempre estão surgindo e fragilizando seu próprio “terreiro”. Plagiando a Bíblia através de Lucas 6.41, diríamos que às vezes os americanos do norte esquecem de suas próprias traves, pois devemos lembrar- mos sempre desta citação do evangelista Lucas: “E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?”

JODAFE

21/07/09

sábado, 11 de julho de 2009

A ESPERANÇA PLANEJA E O AMOR REALIZA

Durante o mês junho, período dedicado aos namorados e enamorados que amparados por Santo Antônio e São João, viram Maria iniciar em maio, mês dedicado ao símbolo do amor infalível, persistente e eterno; nossa mãe. Em junho as pessoas confraternizam-se, casam-se, namoram, “ficam”, trocam presentes, apaixonam-se, divertem-se e viram compadres nas fogueiras. São festas e mais festas que duram o mês inteiro e ainda persistem até julho. A alegria e o amor são os grandes imperadores nesses dias. A única proibição é a tristeza e o desamor.

O homem é, ainda, o lobo do homem. Vejam as torturas aplicadas aos prisioneiros Iraquianos, pelos americanos. Infelizmente a maioria da população nasce para morrer antes do tempo. É exterminada e jamais descobre-se ou se encontra racionabilidade para tanto desamor.

Plagiando Frei Betto, observamos que Jesus pregou, através do amor, a mudança pessoal, a conversão, e a transformação desse mundo, pelo advento do Reino de Deus. Anunciar um outro reino dentro do reino de César era, no mínimo, uma subversiva ousadia, pelo qual Jesus pagou com a vida. Seu exemplo impregnou a dinâmica histórica no rumo das utopias libertárias. Por falta de amor estamos longe de alcançar um civilização verdadeiramente humana.

Vamos nos abastecer do espírito das festas juninas, vamos perdoar amar e construir. O amor quando tem força de conversão, modifica hábitos pessoais, elimina vícios e aprimora virtudes, incute valores e alarga o horizonte ético.

Novamente seguindo Frei Betto, há uma dialética de interação transformadora. Não basta “conscientizar” as pessoas. Ninguém é o que pensa, nem mesmo de si próprio. Somos os nossos atos. Na vida, temos liberdades de apenas escolher as sementes. Depois haveremos de inelutavelmente, colher o que plantamos. Isso vale para a vida pessoal, social e política. Por isso as nossas opções fundamentais são tão importantes. São elas o nosso verdadeiro retrato.

A pessoa muda á medida que transforma o mundo. E quanto mais a sociedade é justa, mais produz seres humanos, voltados para o bem, assim as pessoas de bem se empenham em construir uma convivência social melhor.

A grande esperança perdura, fazendo considerável parcela da humanidade crer e lutar para que, no futuro, todos os projetos políticos deságüem na globalização da solidariedade e na civilização do amor.

11/07/2009

JODAFE

sábado, 20 de junho de 2009

TOLERÂNCIA DA HONESTIDADE ESPERTA



A falta de ética dos poderes e autoridades constituídas da nação brasileira, bem como, também, de muitas instituições do país que juntamente com os poderes: legislativos, executivos e judiciários compõem os pilares de sustentação global de uma nação, estão apodrecendo e levando os demais segmentos de toda sociedade brasileira a ficarem em dúvida na análise do sentido exato das palavras DIREITOS e DEVERES. Estamos em plena época em que usar a “Honestidade Esperta” já é admissível pela grande maioria dos brasileiros.


A lei de Gerson, “gosto de levar vantagem em tudo”, já é um padrão bastante observado pelo povo brasileiro. O exemplo infelizmente está sendo copiado do nosso CONGRESSO NACIONAL e muitas das vezes com a anuência do poder EXECUTIVO que pouco ou nada faz para que os culpados sejam exemplarmente punidos. A corrupção, a falta de valores éticos, a violência, a impunidade e o corporativismo entre poderes constituídos estão virando rotina na vida nacional. A população não sabe o que fazer e nem a quem apelar. Nessa verdadeira roda viva de imoralidade se salva ainda a grande maioria dos meios de comunicações: jornais, revistas, TVs e rádios, que batalham dia e noite denunciando, informando e exercendo fielmente o papel de verdadeira e imparcial imprensa, necessária ao país e aos cidadãos.


Os desmandos políticos são cada vez mais notórios no dia a dia dos cidadãos. A esperteza desonesta da grande maioria de nossos congressistas é de fazer inveja aos trambiqueiros existentes no Brasil. Se fizermos um concurso entre os principais chefes dos trambiques nacionais e entre boa parte do SENADO e da CÂMARA FEDERAL, provalvemente haverá empate e se houver um vencedor, não será nenhuma surpresa se os vencedores forem nossos Senadores e Deputados. A mentira, a desculpa, a desonestidade e a empulhação são coisas corriqueiras na vida de muitos que se dizem responsáveis pelo cumprimento da Constituição do País que elaboraram, aprovaram, emendaram e promulgaram. Será por onde anda a dignidade de nossos legisladores? Será que o povo não merece grandes gerenciadores da verdade e da lei? Até quando teremos de tolerar e conviver com congressistas tão medíocres? Parece que estamos vivendo a época em que podemos “vangloriar” e perguntar que seria do Brasil se não fossem os “otários. Os valores éticos no País estão ficando raros e “fora de moda” que ao usá-los, somos taxados de excessivamente honestos e que a honestidade hoje é coisa de otário.

20/06/09
JODAFE

sexta-feira, 29 de maio de 2009