sábado, 11 de julho de 2009

A ESPERANÇA PLANEJA E O AMOR REALIZA

Durante o mês junho, período dedicado aos namorados e enamorados que amparados por Santo Antônio e São João, viram Maria iniciar em maio, mês dedicado ao símbolo do amor infalível, persistente e eterno; nossa mãe. Em junho as pessoas confraternizam-se, casam-se, namoram, “ficam”, trocam presentes, apaixonam-se, divertem-se e viram compadres nas fogueiras. São festas e mais festas que duram o mês inteiro e ainda persistem até julho. A alegria e o amor são os grandes imperadores nesses dias. A única proibição é a tristeza e o desamor.

O homem é, ainda, o lobo do homem. Vejam as torturas aplicadas aos prisioneiros Iraquianos, pelos americanos. Infelizmente a maioria da população nasce para morrer antes do tempo. É exterminada e jamais descobre-se ou se encontra racionabilidade para tanto desamor.

Plagiando Frei Betto, observamos que Jesus pregou, através do amor, a mudança pessoal, a conversão, e a transformação desse mundo, pelo advento do Reino de Deus. Anunciar um outro reino dentro do reino de César era, no mínimo, uma subversiva ousadia, pelo qual Jesus pagou com a vida. Seu exemplo impregnou a dinâmica histórica no rumo das utopias libertárias. Por falta de amor estamos longe de alcançar um civilização verdadeiramente humana.

Vamos nos abastecer do espírito das festas juninas, vamos perdoar amar e construir. O amor quando tem força de conversão, modifica hábitos pessoais, elimina vícios e aprimora virtudes, incute valores e alarga o horizonte ético.

Novamente seguindo Frei Betto, há uma dialética de interação transformadora. Não basta “conscientizar” as pessoas. Ninguém é o que pensa, nem mesmo de si próprio. Somos os nossos atos. Na vida, temos liberdades de apenas escolher as sementes. Depois haveremos de inelutavelmente, colher o que plantamos. Isso vale para a vida pessoal, social e política. Por isso as nossas opções fundamentais são tão importantes. São elas o nosso verdadeiro retrato.

A pessoa muda á medida que transforma o mundo. E quanto mais a sociedade é justa, mais produz seres humanos, voltados para o bem, assim as pessoas de bem se empenham em construir uma convivência social melhor.

A grande esperança perdura, fazendo considerável parcela da humanidade crer e lutar para que, no futuro, todos os projetos políticos deságüem na globalização da solidariedade e na civilização do amor.

11/07/2009

JODAFE

Nenhum comentário:

Postar um comentário