OS EUA E SEUS INCRÍVEIS HULKS
O mais poderoso país do mundo, os EUA estão, em uma verdadeira arapuca, que eles mesmos armaram e agora não conseguem desmontar. Essa grande nação acha que deve e pode se intrometer, pacificamente ou guerreando, nos múltiplos sistemas de governos existentes nos diversos cantos da terra, principalmente em países que não querem educar seus cidadãos conforme a cartilha americana. As intervenções são feitas através de critérios nem sempre objetivos e transparentes.
O governo americano é democrático, é composto pelos três poderes: executivo, legislativo e judiciário; seu sistema de governo é igual ao nosso, presidencialista, até aí tudo bem; só que os americanos, às vezes, se consideram os donos absolutos da democracia de todo o planeta e querem a qualquer custo impor suas vontades as demais nações do globo.
O grande culpados pelas últimas guerras e atentados terroristas em todo o globo é o próprio governo dos ianques, que ao longo dos anos em operações de verdadeiros “Hulks”, promovem o fomento de ações de guerra e guerrilhas, direta ou indiretamente nos diversos continentes da terra. Como exemplos mais recentes temos Osama Bin Laden e Saddam Hussein, dentre muitos outros que já foram aliados dos EUA, portanto, foram criados, treinados e alçados aos poderes pelos americanos e enquanto liam pela cartilha do Tio Sam, foram valorosos amigos do modelo americano. Porém, quando não mais queriam seguir os ensinamentos dos muitos “Bushs” da Casa Branca, foram descartados e genialmente transformados em inimigos de primeira grandeza do povo das “Américas”. Tanto que somente um deles; o saudita Osama Bin Laden, abalou e mudou o conceito de segurança americano, provando que ninguém a não ser Deus; é infalível e poderoso, como pensavam os habitantes da Casa Branca. Bin Laden provou, talvez usando táticas aprendidas quando ainda era amigo de Washington, que ninguém é imortal, somente por ser rico e poderoso e que os manipulados de antes se tornam algozes de seus manipuladores.
Na recente guerra com o Iraque, cujo objetivo principal, sabíamos que era o petróleo, mas, os homens da Casa Branca conseguiram convencer, pequena parcela de seus patrícios e do mundo, que Saddam possuía arsenal de guerra formado de armas nucleares, químicas e biológicas; capaz de destruir o planeta, e assim uma vez mais o tio Sam foi à guerra. Ganhou e ainda não levou. Pior è que o grande presidente americano ainda não conseguiu provar ao mundo, que sempre esteve contra a guerra, os motivos alegados para bombardear os iraquianos. A maioria das grandes nações dos continentes do globo foi contra a invasão, inclusive a ONU, mesmo assim Washington derrubou Bagdá, tomou o poder e agora não sabe o que fazer com a “bomba” que ganhou de presente, após gastos de bilhões de dólares e milhares de vidas inocentes.
A guerra com o Iraque ocorreu no período de 20 de março a 01 de maio de 2003, portanto, 6 anos após o fim do conflito, os EUA que não atenderam aos apelos de não invasão ao Iraque, agora clamam por ajuda Internacional para solucionar um conflito que eles iniciaram, sem o respaldo das nações, sozinhos, contra a vontade do mundo e mais uma vez querem debitar as faturas passadas, presentes e futuras para todos.
Um país que se proclama salvador do mundo, não pode e não deve dividir seus erros com os demais, principalmente quando esses demais já alertavam para o caos que viria após o final da guerra, e sequer foram ouvidos. O Brasil já está pagando sua fatura de uma conta indevida, pois Sergio Viera de Mello, um dos maiores pacifista da diplomacia mundial, veio sucumbir no Iraque, a serviço da ONU e na busca da desejada paz que os filhos e Tio Sam não conseguiram implantar novamente.
Os EUA precisam urgentemente repensarem seus critérios de guerra, paz, terrorismo, proteção ambiental e democracia. Presidentes tipos “Hulks”, “Cowboy”, “Senhores da Guerra”, etc. Estão fora de foco do interesses do planeta. Vale lembrar ainda que um dos maiores impérios do mundo, o romano, ruiu quando não avaliou que submissão escraviza o homem e o torna verdadeiro inimigo de regimes opressores. O crescimento de uma nação não lhe autoriza a decidir o destino de países, sem primeiro compartilhar com os demais, principalmente com os povos envolvidos nos conflitos, sob pena de vermos ruir novos Iraque e novos impérios romanos, colocando-se em risco a continuidade e o futuro das nações. A história prova que impérios jamais serão aceitos pelo homem, mesmo sendo eles oriundos dos reinos poderosos, dos americanos do norte. A Bíblia sagrada é prova imutável da inviabilidade dos grandes impérios, pesquisando seus 73 livros que se inicia em Gênese, Velho Testamento e encerra-se em Apocalipse, Novo Testamento, iremos encontrar o tombamento dos mais diversos impérios que sempre levaram a escravidão dos homens e Deus jamais permitirá vida longa aos que tentem escravizar sua mais perfeita criação, o ser humano.
A preocupação americana com países não aliados e considerados perigosas ameaça a paz mundial, segundo os conceitos dos EUA (Coréia do Norte, China, Irã, Iraque, etc.) é tão grande que por vezes o governo de Tio Sam se esquece dos seus conflitos internos e imensas crises econômicas financeiras infiltram em seu mercado causando profundos estragos nos lares americanos. Exemplo disto é está última crise iniciada antes da posse do presidente Obama, onde o caos se instalou em todos os seguimentos econômicos daquele país e vem respingando nas demais economias do globo. O novo presidente hoje tem uma guerra econômica em seu território, talvez quem sabe, até oriunda de tantas intervenções e guerras com outros países, esquecendo-se ou cuidando mal dos seus problemas internos que sempre estão surgindo e fragilizando seu próprio “terreiro”. Plagiando a Bíblia através de Lucas 6.41, diríamos que às vezes os americanos do norte esquecem de suas próprias traves, pois devemos lembrar- mos sempre desta citação do evangelista Lucas: “E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?”
JODAFE
21/07/09
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