A Prática do Bem Não Justifica o Mal
É a honestidade que nos conduz a perceber o desvirtuamento da ética e não deixa nosso caminho levar-nos a antiética. Não existe realização do bem usando-se o mal. Portanto, não se justifica pregar a ética através de procedimentos e ações antiéticas. Estes procedimentos e ações nos levariam ao surgimento de novos “Robin Hood” e “Lampiões”, que segundo a história tiravam dos ricos e davam aos pobres, porém as diversas experiências vivenciadas ao longo da própria história provam que este tipo de comportamento jamais funcionou ou funcionará.
Não adianta ficar comparando nossos erros para justificarmos ações “Robinianas” ou “Lampionesca”. Querer e achar que estas ações são éticas são puras imaginações pervertidas para a prática do mal. Também dizer que os erros de nossos legisladores atuantes nas câmaras municipais, assembléias estaduais, câmara federal e senado, são absurdos e que os mesmos não são punidos, para também justificar atos “Robinianos”, são impensáveis a verdadeira cidadania. Pensando e agindo dessa maneira estaremos contribuindo para que a desobediência civil tenha oportunidade de se instalar em nossas comunidades.
Não podemos apenas parecer honestos, temos sim que parecer e sermos honestos. A revolta com corrupções, impunidades, violências, etc. não é justificativa ética ou legal para procedermos da mesma maneira. Também não podemos adotar a prática de que os fins justificam os meios, pois a honestidade não funciona com desculpas antiéticas. Nosso grande dever é sempre lembrar que não se podem atingir bons fins através de maus meios.
Buscar a justiça é o legado que mais nos aproxima da prática do bem, mas fazer justiça a qualquer preço será o legado que levará rapidamente a falência dos valores legais e morais da sociedade. O respeito à justiça, a cidadania e aos valores éticos não podem jamais serem corrompidos ou veremos instalar-se em nossos lares a total falta de liberdade democrática e em curto prazo surgiram novos holocaustos, novas inquisições, novas torres gêmeas, etc.
JODAFE
12/11/2009