Nas recentes eleições, primeiro turno, ocorrido em 03.10.2010, além das sujeiras nas trocas de "farpas" entre candidatos, tivemos ainda que aguentar a poluição sonora e visual espalhada pelos candidatos através de carros de sons com excessos de decibéis, folders, cartazes e "santinhos" jogados por todos os logradouros públicos.
Em Monte Azul não foi diferente, principalmente aos sábados nos horários matutino e vespertino. O excesso do som e o fluxo constante de veículos com propagandas eleitorais circulando pelo centro da cidade, era irritante e maléfico á audição de todos os habitantes que trabalham, circulam e residem no centro da cidade. Será que não haveria uma melhor maneira e menos agressiva para que eventos desta natureza irritasse menos os tímpanos das pessoas?
Os políticos deveriam fazer uma nova e urgente reflexão na maneira de melhor conduzir suas campanhas pelas ruas e que elas se tornassem mais agradáveis e mais objetivas na conquista de eleitores, pois do jeito que estão, na maioria das vezes, elas espantam o cidadão.
Na nossa cidade, no dia três de Outubro, o descaso foi incrível. Monte Azul, em toda a extensão de sua área urbana, parecia mais um gramado de tantos "santinhos" e cartazes jogados pelas vias públicas e sem o mínimo constrangimento de partidos, militantes e candidatos , colocando assim seus interesses acima da verdadeira cidadania. E são eles, os políticos, que se dizem verdadeiros defensores do povo. A melhor defesa a ser feita não é através do mau exemplo, enchendo as ruas de entulhos publicitários sem a menor consideração aos seus habitantes.
Os logradouros públicos e a audição do povo não podem jamais virarem "lixões poluídos" de publicidade da política partidária. A continuar desta maneira, ainda chegaremos ao velho chavão usado na sabedoria popular: "EM ÉPOCA DE CAMPANHA POLÍTICA, TODO MUNDO ESCUTA, MAS NINGUÉM PRESTA A MÍNIMA ATENÇÃO".
19.10.2010
J O D A F E
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